Fazenda Santo Antônio, better known as Sítio dos Assis, is located about 280 meters from the Jorge Atalla Garden, in the east direction, along the Jaú-Dois Córregos (João da Velha Road) municipal road. The area houses the remaining properties of the old Fazenda, donated in 1926 by Thereza de Assis Bueno, through a will, to her former slaves, Dina and Jonas.
The said will was judicially contested at that time, and it was requested that she be annulled by the families of Thereza, who was single and had no direct heirs. However, the request was refused, the owner’s last wish prevailing. The entire inheritance was linked to the female lineage of the descendants of Dina and Jonah (the Testament and Annulment of the Testament of Thereza de Assis Bueno, Documentation Center, Jahu Municipal Museum), the property currently being linked to the fourth generation of heirs.
In November 2011, a group of scholars and interested in the heritage, historical and cultural issue of our city, realized that the headquarters house was unoccupied, with residents living in one of the houses of the colony, which was occupied by a tenant who was undergoing a process of Eviction, currently implemented. Although the use of the properties required adaptations in their original configuration, some original characteristics maintained in the buildings made it possible to recognize the architectural set as being built in the last quarter of the 19th century, examples being the existence of an alcove, the use of solid bricks more robust than The current ones, the way in which the roof of the roof was built and the use of fairly robust doors and doors.
In possession of photographic records, an approximate ground plan and registration of signatures in the undersigned, the process registered under number E-17272-RP / 2011 was filed with the City Hall on December 12, 2011, aiming at the appreciation of the Preservation Council Of the Cultural Heritage of the Municipality of Jahu (CONPPAC) and the opening of studies of tipping.
Subsequently, in April 2012, the beginning of the destruction of the remaining properties was observed in order to reuse the bricks, tiles and timber. On the occasion, the Jahu City Hall and the State Public Prosecutor’s Office were directly appealed by the applicants for registration, and, through the councilman Fernando Frederico de Almeida, the Jaú Municipal Council, in addition to the written and televised press To stop the demolition process of the properties, which were under analysis in CONPPAC – the owners were notified and the demolishers were interrupted by the police action.
In the main house and in the great stable there was almost the total removal of the tiles and woodwork, while the carriage house was demolished, leaving only its foundation. The chapel was damaged from the opening of the request for tipping, preserving the walls, but lacking the cover and the bell – the only change observed was the subtraction of the metal cross that was at the top of the building. It should be noted that there are also present on the ground the constructive remains of a probable senzala, a structure that seemed to support a water wheel and some buildings that possibly belonged to the colony of the Farm.
Secondly, a technical report of the professor Dr. Vladimir Benincasa, from the University of São Paulo, was attached to the process of opening the study of tipping, attesting that the headquarters house proved to be built in the last quarter of the nineteenth century, presenting several pertinent characteristics To the period – this report contrasts the definitions passed by the then secretary of works, Francisco Marcolan, who claimed that the house would be from the 1970s.

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A Fazenda Santo Antônio, mais conhecida como Sítio dos Assis, está localizada a cerca de 280 metros do Jardim Jorge Atalla, no sentido leste, junto à estrada municipal Jaú-Dois Córregos (Estrada do João da Velha). A área abriga os imóveis remanescentes da antiga Fazenda, doada em 1926 por Thereza de Assis Bueno, através de testamento, a seus ex-escravos, Dina e Jonas.
O referido testamento foi judicialmente contestado naquela época, sendo solicitada a sua anulação por familiares de Thereza, que era solteira e não possuía herdeiros diretos. Todavia, a solicitação foi recusada, prevalecendo o último desejo da proprietária. Toda a herança ficou vinculada à linhagem feminina dos descendentes de Dina e Jonas (autos do Testamento e da anulação do Testamento de Thereza de Assis Bueno, Centro de Documentação, Museu Municipal de Jahu), estando a propriedade atualmente vinculada à quarta geração dos herdeiros.
Em novembro de 2011, um grupo de estudiosos e interessados na questão patrimonial, histórica e cultural de nossa cidade, percebeu que a casa sede estava desocupada, havendo moradores apenas em uma das casas da colônia, que se encontrava ocupada por inquilina que sofria processo de despejo, atualmente concretizado. Embora a utilização dos imóveis tenha requerido adaptações em sua configuração original, algumas características originais mantidas nas edificações possibilitaram reconhecer o conjunto arquitetônico como sendo edificado no último quartel do século XIX, sendo exemplos disso a existência de alcova, a utilização de tijolos maciços mais robustos que os atuais, a forma como foi edificado o vigamento do telhado e a utilização de batentes e portas bastante robustos.
De posse de registros fotográficos, planta baixa aproximativa e registro de assinaturas em abaixo-assinado foi protocolado junto à Prefeitura Municipal em 06/12/2011 o processo registrado sob o número E-17272-RP/2011, objetivando a apreciação do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município de Jahu (CONPPAC) e a abertura de estudos de tombamento.
Posteriormente, em abril de 2012, observou-se o início de destruição dos imóveis remanescentes no intuito de reaproveitar os tijolos, as telhas e o madeiramento. Na ocasião foram acionados diretamente pelos solicitantes do tombamento a Prefeitura Municipal de Jahu e o Ministério Público Estadual e, por intermédio do vereador Fernando Frederico de Almeida, a Câmara Municipal de Jaú, além de ter sido realizado contato com a imprensa escrita e televisionada na tentativa de interromper o processo de demolição dos imóveis, que estavam em análise no CONPPAC – os proprietários foram notificados e os demolidores interrompidos pela ação policial.
Na casa sede e na grande cocheira houve a remoção quase que total das telhas e do madeiramento, enquanto a garagem de carroças foi demolida, restando apenas seu alicerce. A capela encontrava-se danificada desde a abertura do pedido de tombamento, conservando as paredes, mas faltando a cobertura e o sino – a única alteração observada foi a subtração da cruz metálica que ficava no topo do edifício. Cabe ressaltar que também estão presentes no terreno os restos construtivos de uma provável senzala, uma estrutura que parecia suportar uma roda d’água e algumas edificações que possivelmente pertenciam à colônia da Fazenda.
Em segundo momento, foram anexados ao processo de abertura de estudo de tombamento um parecer técnico do professor doutor Vladimir Benincasa, da Universidade de São Paulo, atestando que a casa sede comprovadamente começou a ser construída no último quartel do século XIX, apresentando diversas características pertinentes ao período – este laudo contrapõe as definições passadas pelo então secretário de obras, Francisco Marcolan, que alegava que a casa seria da década de 1970.

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Fazenda Santo Antonio dos Assis

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